O valor de apresentar mesmo quando quase ninguém está olhando
Um dia desses vivi uma experiência simples, mas que me fez pensar muito sobre crescimento profissional.
Fiz uma apresentação na empresa que estou trabalhando sobre uma plataforma de software interna importante para vários times.
É uma plataforma que pouca gente domina, que não é “queridinha” da empresa e, por isso mesmo, quase ninguém se voluntaria para explicar e quase ninguém quer desenvolver lá…
A audiência? Bem pequena.
Nada que pareça impressionante numa foto ou relatório.
Mas a verdade é que acredito que essa apresentação foi mais importante para mim do que para quem assistiu.
Porque para fazê-la, eu precisei:
• enfrentar aquele desconforto natural de explicar algo complexo, embora eu já tenha uma certa experiência com essa plataforma;
• revisitar conceitos e detalhes que eu usava sem pensar;
• entender melhor o que o times vizinhos fazem e como se conecta ao meu time;
• organizar conhecimento disperso em forma clara e estruturada;
• e assumir um papel de liderança situacional silenciosa — não formal, mas intencional.
Enquanto eu apresentava, me dei conta de algo simples:
👉 nem todo crescimento é medido pelo número de pessoas na sala.
Às vezes, ele acontece justamente quando fazemos algo que ninguém pediu, ninguém exigiu, mas que nós sabíamos que precisava ser feito.
No fundo, muitas oportunidades de desenvolvimento vêm disfarçadas de tarefas “sem glamour”.
E talvez seja ali, nesses momentos discretos, que construímos a versão mais madura de nós mesmos.
Digo isso também sabendo que já tinha um tempo que eu não fazia esse movimento mais proativo. Na real, já estava me sentindo enferrujado pra apresentar e compartilhar nesse formato. Fazia um. bom tempo qur eu não pegava nada do tipo. Com certeza isso estava me fazendo falta.
Sei também que a reunião foi gravada em vídeo então, como bônus também pude contribuir um pouco com a documentação do projeto, que é outra forma relativamente simples e proativa de contribuir em um time indo “além das tasks” rotineiras.
O principal insight e provocação que deixo aqui então é sobre se questionar frequentemente se está há muito tempo sem se comunicar, se expressar e se apresentar.
Mais importante que a apresentação em si (conteúdo, forma…) e o tamanho da audiência é se colocar em movimento, se desafiar continuamente. Esse caso foi apenas um dos vários exemplos simples e possíveis pra quebrar o piloto automático.
Já passou por algo do tipo? ou sente que precisa puxar algumas iniciativas que está empacado?
Conta aí nós comentários pra trocarmos ideias.